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PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Marconi Perillo

O esquema de desvio de verbas teria movimentado R$ 10 milhões apenas no ano de 2014

 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (28/09), a operação Cash Delivery. A ação investiga um esquema de pagamentos indevidos a agentes públicos no estado de Goiás. O esquema teria movimentado R$ 10 milhões apenas no ano de 2014. Segundo o jornal O Globo, o ex-governador do estado Marconi Perillo (PSDB), está entre os alvos da operação.

 

O tucano teve a prisão decretada, mas o mandado contra ele não pode ser cumprido porque é candidato ao Senado.

 

A operação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Perillo. A Polícia Federal já prendeu Jayme Rincon coordenador de campanha do atual governador de Goiás, que é candidato a reeleição, José Eliton (PSDB). A PF encontrou com o motorista de Rincon dinheiro vivo.

 

O Diário da Manhã não conseguiu contato com a defesa de Marconi Perillo.

 

No total, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária, expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás, nas cidades de Goiânia/GO, Aparecida de Goiânia/GO, Pirenópolis/GO, Aruanã/GO, Campinas/SP e São Paulo/SP.

 

As investigações conduzidas pela Polícia Federal validaram o conteúdo das colaborações premiadas de executivos de uma grande empreiteira realizadas junto à Procuradoria-Geral da República.

 

Segundo a PF, envolvidos, entre eles empresários, agentes públicos e doleiros, responderão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

 

Segundo as investigações, enquanto ainda era senador e depois como governador de Goiás, Marconi teria pedido e recebido propina para favorecer a Odebrecht em contratos e obras no estado.

 

O objetivo das ações desta sexta-feira (28/09) é identificar qual foi o destino dado à propina.

Ainda de acordo com as investigações, o dinheiro era transportado em mochilas.

 

NOTA

A Defesa do ex-governador Marconi Perillo vem a público explicitar o mais veemente repúdio à ação deflagrada hoje em Goiás.

O ex-governador foi citado na delação da Odebrecht por fatos ocorridos em 2010 e 2014. É evidente que os fatos devem ser apurados e a Defesa não tem nenhuma preocupação com a investigação.

A palavra do delator é isolada e não há, sequer en passant, qualquer fiapo de indício contra o Marconi Perillo. A busca e apreensão na residência do ex Governador ha 9 dias da eleição assume um caráter claramente eleitoreiro e demonstra um abuso por parte do Ministério Publico e do Poder Judiciário.

É, sem dúvida, uma clara interferência, indevida e perigosa, contra a a estabilidade democrática. Os fatos citados pelo delator, sem provas, se referem a questões antigas. A falta de contemporaneidade, já decidiu varias vezes o Supremo Tribunal,é impeditivo de prisões e qualquer outra medida constritiva contra qualquer cidadão.

Importante esclarecer que NÃO é verdade que o ex Governador teve mandado de prisão decretado, mas teve busca e apreensão e esta medida, neste momento ,já é uma grave agressão. Uma violência inexplicável ao estado democrático de direito.

A Defesa vem denunciando, há tempos, à espetacularização do direito penal e a criminalização da politica.

 

 

 

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