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Brasileiros entregavam drogas em 10 minutos em Londres, diz polícia

Grupo foi preso em agosto e está sendo julgado na capital inglesa. Segundo as provas, eles alugavam apartamentos do Airbnb pra disfarçar a operação

                                           As prisões foram feitas pela Polícia Metropolitana de Londres

  • Filipe Siqueira, do R7

 25/01/2019 - 13h41 (Atualizado em 25/01/2019 - 13h53)

 

Uma gangue composta por seis brasileiros que, segundo a polícia, entregava drogas em toda Londres está sendo julgada por um tribunal da cidade. O grupo utilizava os serviços de courier de ciclistas, linhas de celulares dedicadas e apartamentos alugados do Airbnb como centros de distribuição. Os pedidos eram entregues em até 10 minutos, segundo as autoridades.

 

A investigação encontrou evidências de que o grupo lucrou cerca de R$ 12,4 milhões (2,5 milhões de libras) com a operação na capital inglesa.

 

 

A gangue possuía até um "menu das drogas" que incluía cocaína, ecstasy e anfetamina, e as enviava para clientes em pacotes fechados. Cerca de 30 entregas por dia eram feitas, segundo provas entregues no tribunal.

 

 

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Os ciclistas geralmente partiam de apartamentos alugados do Airbnb, uma tática utilizada para evitar detecção. A gangue começou a ser investigada após a polícia apreender o celular de um dos entregadores em uma operação rotineira de trânsito.

 

O grupo passou a ser vigiado em uma operação que culminou com a invasão de três centros de armazenamento da gangue e apreensão de R$ 14,8 milhões em drogas, em julho passado. Segundo a polícia, 14 pessoas foram presas no início de agosto de 2018.

 

Junto com as drogas, também foram encontrados celulares utilizados apenas no comércio ilegal, e um "manual de negócios" de 10 páginas do grupo, com detalhes sobre a conduta dos integrantes da gangue e até pagamento por comissão para quem vendesse mais.

 

Segundo o jornal inglês Evening Standard, no manual estava especificado que era “crucial que cada entrega demorasse apenas 10 minutos” e que os ciclistas não chamassem atenção para si mesmos, "esperando na porta sem falar alto".

 

Nas provas apresentadas aos jurados durante os depoimentos, consta que a gangue era auxiliada por "ex-policiais e um advogado, encarregados de construir uma rede de segurança".

 

A estrutura empresarial altamente especializada chamou a atenção dos policiais. O grupo pretendia "se destacar no mercado" e contava com "o profissionalismo dos envolvidos para sempre crescer em renda".

 

Souellen Miguez, de 34 anos, foi acusada de alugar os apartamentos e contratar os funcionários, bem como organizar o depósito das drogas.

 

Carlos Libardi da Silva, 33 anos, e Bernardo Salles, 25 anos, eram "homens de confiança". Andre Alves, 22, Isabella Braga Da Silva, 20, e Shawi Attie, 30, também estão sendo julgados.

 

Todos os acusados brasileiros negam as cinco acusações de conspirar para fornecer drogas. O julgamento continua e ainda não tem data para terminar.

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