Cristalina

Contato: (61) 3612-4622 / 9 8529-6967 

  • Facebook ícone social
  • YouTube
  • Twitter
  • Instagram

Michel Temer se torna réu em processos da Lava Jato no RJ

                      Amanda Perobelli O ex-presidente da República Michel Temer chega em sua casa em São Paulo (SP) – 25/03/2019

 

O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, aceitou nesta terça-feira, 2, as duas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal contra o presidente Michel Temer (MDB), pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato.

 

As investigações que levaram Temer a ser preso, denunciado e, agora, tornar-se réu, apuraram supostos esquemas de corrupção nas obras da usina de Angra-3 e contratos da Eletronuclear, estatal que recebia influência política de Temer e seu grupo.

 

O ex-presidente passou quatro dias detido no Rio e foi solto após uma decisão do desembargador federal Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

 

Ao aceitar denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o magistrado não faz juízo sobre o mérito da acusação e observa apenas se os procuradores reuniram indícios suficientes para que os acusados sejam levados a julgamento.

 

“Desse modo, é impróprio exigir-se, até para não comprometer a imparcialidade que se espera do órgão julgador, uma análise aprofundada da procedência da pretensão punitiva”, escreveu Bretas.

 

Em uma das denúncias, os investigadores do braço fluminense da Lava Jato sustentam que o emedebista recebeu 10,8 milhões de reais em propina em um contrato da Eletronuclear, supostamente lavados por meio de um contrato fictício entre a Construbase Engenharia e a PDA Projetos e Direção Arquitetônica, de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo de Temer há 30 anos.

 

A outra diz respeito ao repasse de 1,1 milhão de reais pela Alumi Publicidades também à PDA Projetos e Direção Arquitetônica, do coronel Lima.

 

O dinheiro, propina da Engevix referente à obra de Angra 3, foi repassado pela Alumi por meio de um contrato firmado com a empresa de Lima, que elaborou um estudo técnico fraudulento para a implantação de painéis publicitários no aeroporto de Brasília. 

Reportagem de VEJA publicada em maio de 2018 detalha como a operação foi feita.

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Leia a Edição do mês - Outubro 2019