Cristalina

Contato: (61) 3612-4622 / 9 8529-6967 

  • Facebook ícone social
  • YouTube
  • Twitter
  • Instagram

Cuidado, notas falsas vendidas nas redes sociais podem enganar você em Goiânia

Cuidado, notas falsas vendidas nas redes sociais podem enganar você em GoiâniaPortal Dia Online descobriu como são fabricadas e vendidas as notas falsas em Goiânia.

Notas falsas encomendadas podem passar ao equivalente a R$1 milhão. Foto: Enviada por falsificador

 

No vidro de uma distribuidora de bebidas do Jardim América, em Goiânia, o proprietário pregou com fita crepe uma das notas falsas de R$50 que pegou apenas em 2019.

 

Sem dizer o nome, o homem de 50 anos, conta que não averiguava as notas que recebia, principalmente nas sextas-feiras corridas. Acabou pegando três: uma de R$ 50 e duas de R$ 20.

 

Pesquisou no Google e aprendeu como identificar a veracidade das notas. “Inclusive de R$ 10”, diz, enquanto desmancha um pacote com latas de cervejas. “Além de comprar uma caneta, aprendi a olhar coisas que apenas notas verdadeiras têm, do tipo listas e números escondidos. Aprendi que notas verdadeiras mudam de cor que colocadas diante de luz, por isso comprei uma caneta que tem aquele luz azul”, disse.

 

O comerciante deve ter recebido notas falsas negociadas pelo WhatsApp, em Goiânia, em um esquema nenhum pouco incomodado pela Polícia Federal (PF). De vez em quando um ou outro falsificador é preso com notas falsificadas em alguma abordagem da Polícia Militar.

 

Não é raro encontrar comerciantes que foram vítimas. Funcionários de farmácias, de supermercados e bares correm o risco de ter, descontado no salário o valor equivalente à nota falsa.

 

Os falsificadores anunciam na maior cara de pau em grupos sem nenhuma moderação com perfis fakes. No anúncio, dizem que vendem notas e passam números de contatos normalmente com DDDs fora de Goiás.

A reportagem do Dia Online conseguiu conversar com um desses falsificadores. Mas quando soube que o interessado era repórter, bloqueou. Antes, contudo, tentou convencer o “cliente” a comprar as falsificações.

 

Na conversa, o falsificador explica: o “cliente” para R$ 100 para cada R$ 1000 em notas falsas.

A maioria dos falsificadores vende a partir de R$ 3000 em notas falsas. Ou seja, o comprador paga R$ 300 pela equivalência de R$ 3.000.

 

As vendas destas falsificações se intensificam em véspera de feriados – principalmente Carnaval – ou quando o comércio está em alta, como no Dia das Crianças, Dia das Mães, Dia dos Pais e Natal.

O falsificador, em áudios curtos e frases decoradas, ainda garante: “são notas fakes de qualidade que passam na caneta e da luz negra”.

 

Em seguida, ele manda fotografias de pilhas das notas. Elas parecem catalogadas. São milhões em notas “fakes” em cima de sofás, puffs e em um rack.

 

Quando o repórter quis saber mais detalhes, o falsificador enviou um vídeo. As notas falsas aparecem em uma folha A4. “Isso aqui tudo saiu do forno agora”, diz ele.

 

Pelos vídeos e fotografias, a residência, com poucos móveis, se transforma em um laboratório.

Com mais dúvidas, o falsificador ainda sugeriu uma ligação em vídeo para mostrar, em tempo real, o processo de falsificação e, segundo ele, a “mercadoria.”

 

Sobre a entrega, ele dá coordenadas: “Se você for de Goiânia, pode encostar aqui no Terminal Praça da Bíblica,no Novo Mundo ou no Buriti Shopping.”

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Leia a Edição do mês - Outubro 2019