Grupo é preso suspeito de roubar 32 toneladas de picanha e cupim tipo exportação avaliadas em R$ 1,5 milhão; vídeo mostra crime

25/05/2020

Centro de distribuição em Aparecida de Goiânia armazenava carnes que seriam vendidas para Argentina e Uruguai. Das dez pessoas que invadiram o local, cinco foram presas

Grupo é preso suspeito de roubar 32 toneladas de picanha e cupim tipo exportação avaliadas em R$ 1,5 milhão — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

 

Uma ação conjunta das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal (PRF) recuperou 32 toneladas de carnes nobres, avaliadas em R$ 1,5 milhão, roubadas em um centro de distribuição da JSB, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital.

 

Apenas peças de picanha e cupim, que seriam exportadas para o exterior, foram levadas. Câmeras de segurança registraram o crime (veja o vídeo acima). Das dez pessoas que invadiram o local, cinco foram presas, e o restante segue foragido.

 

O G1 contatou a JBS, por email, às 16h40 desta segunda-feira (25), e aguarda retorno.

Os nomes dos presos não foram divulgados e, por isto, a reportagem não conseguiu localizar a defesa deles.

O crime aconteceu no último dia 17, no centro de distribuição do frigorífico.

 

A imagem registra que dez homens armados chegam ao local em caminhões, rendem o único segurança que estava no local e praticam o crime.

O circuito interno mostra os suspeitos dentro da câmara fria escolhendo as peças. Elas seriam vendidas para o mercado externo, a países como Argentina e Uruguai. O grupo coloca as caixas nas empilhadeiras, põe nos caminhões e foge.

 

"Além de terem escolhido os melhores cortes, eles sabiam que havia acabado de chegar essa carga tipo exportação. Havia chegado no sábado, e o roubo ocorreu no domingo. Parece que eles tinham conhecimento que a carne estava no centro de distribuição, que abastece o estado e outros países. Eles escolheram o corte especial", destaca a delegada Carla de Bem Monteiro.

 

A carne foi recuperada em um galpão e em um açougue de Goiânia. A delegada acredita que o grupo já tinha os compradores para os produtos acertados.

 

"Eles tinham estrutura para armazenar. A gente apreendeu a carne roubada em vários caminhões com câmara fria, não é qualquer estrutura. Os clientes já eram pré-determinados com certeza", pontua.

A carne, segundo as investigações, deveria abastecer o mercado de luxo no Distrito Federal, tendo como destinatário final empórios e restaurantes.

 

O delegado Alexandre Bruno Barros, que também participou da operação, disse que investiga se houve conivência de algum servidor.

 

"Causa estranheza para quem estava na operação naquele momento porque é um grande centro de distribuição, são milhares de valores em carne nobre. A polícia já tem desenvolvida uma tese que possa ter a participação de alguém da empresa", revela.

 

O homem considerado como chefe do grupo havia sido preso há cerca de quatro meses também por roubo de cargas, mas, à época, foram levados pneus. Ele e os outros presos responderão por roubo e receptação qualificados, além de porte de arma e organização criminosa. fonte:G1 Goias

 

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